O planejamento esportivo do Remo em 2024 enfrentou obstáculos significativos, resultando em um impacto direto nas finanças da instituição. Luís Vagner Vivian, executivo de futebol do clube, reconheceu que as constantes alterações no grupo de jogadores durante o andamento das competições geraram prejuízos que poderiam ter sido evitados com uma estruturação mais eficiente no início do ano.
Desafios na montagem do grupo
De acordo com o dirigente, a comissão técnica já previa um calendário de alta exigência, mas a formação do elenco não ocorreu conforme o esperado. Essa necessidade de ajustar a equipe com o campeonato em curso trouxe consequências negativas tanto no desempenho técnico quanto na saúde financeira do clube.
“A gente sabia desde o início que era um campeonato duro. Acho que faltou um pouco a questão do planejamento no início do ano. Começamos o campeonato e depois tivemos que trocar a roda do carro com o carro andando”, disse em entrevista ao Estadão.
Impacto financeiro e gestão de recursos
Vivian destacou que o custo de reformular o time no meio da temporada é elevado. Segundo ele, o investimento perdido em atletas que não permaneceram poderia ter sido direcionado para a contratação de outros reforços ou para o aprimoramento de setores internos do clube.
“É um custo alto para o clube. Esses jogadores que tu tem que tirar são jogadores que tu deixa de trazer. É dinheiro que poderia ter sido melhor investido”, reconheceu.
Mudança na estratégia de contratações
Diante das limitações orçamentárias, o executivo explicou que o Remo precisou adotar uma nova postura no mercado, priorizando o perfil técnico em vez de nomes badalados. O objetivo foi realizar um filtro criterioso para encontrar atletas que se adequassem tanto às finanças quanto ao modelo de jogo da comissão técnica.
“Tivemos que sair um pouco da caixinha por necessidade financeira. Mas vejo que o mercado exige cada vez mais que o clube busque um perfil de jogador, não um nome. Então, a gente tentou ir por esse caminho: entender bem o perfil, fazer um filtro, um apanhado grande dentro, lógico, das limitações financeiras”, afirmou.
Para o futuro, a meta é deixar um legado de organização. A diretoria trabalha para que o clube inicie os próximos ciclos com uma base montada, evitando a reconstrução total do elenco e garantindo estabilidade, independentemente da divisão em que o Remo estiver.
“É importante esse legado que a gente vai tentar deixar sempre nos clubes por onde passa: deixar um elenco organizado pro próximo ano, indiferente da divisão em que o clube esteja, vai ter uma base de elenco”, concluiu.
