Os jornalistas paraenses elegeram nesta quinta-feira (5) a nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) para o triênio 2026–2029. A Chapa 1, intitulada Vem Ser Sinjor, foi escolhida com 97,61% dos votos válidos, consolidando um forte apoio da categoria à proposta de gestão encabeçada pela jornalista Simone Romero, eleita presidenta, e pelo vice-presidente Lucas Contente.
Participação expressiva e processo digital
O pleito, realizado inteiramente por meio da plataforma digital Eleja Online, garantiu a participação de profissionais de diversas regiões do estado sem a necessidade de deslocamento até a capital. Do total de 326 profissionais aptos a votar, 209 participaram da eleição, o que representa uma adesão de 64,11% do eleitorado sindical.
Dos 209 votos registrados para a Diretoria Executiva e Regional do Tapajós, 204 foram favoráveis à Chapa 1. O restante do montante foi composto por apenas três votos em branco e dois nulos, refletindo a ampla aceitação da chapa única que assume o comando da entidade.
Representatividade do interior em destaque
Um dos pontos cruciais desta eleição foi a eleição de Carlos Magno de Oliveira, de Canaã dos Carajás, para o cargo de Secretário do Interior. Esta é a primeira vez que um representante do sudeste paraense assume uma posição de tal relevância na Diretoria Executiva do sindicato, marcando um novo momento na história da entidade.
O novo secretário destaca que o desafio é aproximar o sindicato da realidade de quem atua longe de Belém, em polos importantes como Marabá, Parauapebas e Redenção. Sobre essa missão, ele pontua: “Temos centenas de colegas exercendo diariamente o jornalismo, enfrentando desafios profissionais, mas muitos ainda estão distantes da vida sindical. Precisamos mudar essa realidade, ouvir os jornalistas, conhecer suas dificuldades e mostrar a importância de um sindicato presente, atuante e comprometido com a defesa da categoria”.
Foco na mobilização da categoria
Além da estrutura administrativa, a nova gestão pretende intensificar a sindicalização e criar canais de diálogo permanentes. Segundo Magno: “Um sindicato forte não se constrói apenas com uma diretoria comprometida. Ele precisa da participação efetiva dos jornalistas. Quanto maior for a nossa união, maior será a nossa capacidade de defender direitos, valorizar a profissão e enfrentar os desafios que se apresentam ao exercício do jornalismo”.
Composição dos órgãos auxiliares
Além da Diretoria Executiva, a eleição definiu os membros que comporão o Conselho Fiscal e a Comissão de Ética e Liberdade de Expressão. Estes órgãos são fundamentais para a transparência financeira e para a manutenção dos princípios éticos da profissão no estado.
Apesar da apuração concluída, o resultado ainda aguarda o período regimental para eventuais recursos antes da proclamação oficial. A previsão é que a nova gestão tome posse na primeira quinzena de dezembro de 2026, iniciando um ciclo voltado para a valorização profissional e o fortalecimento institucional do jornalismo paraense.
