O estado do Pará garantiu a quarta colocação nacional entre as unidades federativas com as maiores taxas de aportes financeiros do país. O levantamento foi divulgado na última quarta-feira (28) por meio da nova edição do estudo promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que analisa 10 pilares de desempenho da gestão pública para estimular melhorias administrativas em todo o Brasil, utilizando dados fiscais do Siconfi.
Desempenho no pilar de solidez fiscal
A taxa de aportes financeiros faz parte do pilar de solidez fiscal, que possui peso de 10,5% na nota global da pesquisa e agrupa nove indicadores voltados para a saúde financeira dos governos. Esta métrica calcula a proporção entre os valores liquidados em obras e a receita corrente líquida de cada região, premiando os territórios que apresentam maior capacidade de transformar arrecadação em melhorias estruturais para a população.
Avanço expressivo na região Norte
Em setembro, o território paraense já havia alcançado a quinta posição geral no mesmo pilar, subindo cinco colocações na comparação com o ciclo anterior. Com esse resultado, o estado registrou o segundo maior crescimento do país nesse quesito e assumiu a liderança isolada em solidez fiscal entre os sete estados que compõem a região Norte.
Balanço financeiro e dados da Secretaria da Fazenda
Conforme informações divulgadas pela Secretaria da Fazenda (Sefa), o índice de recursos aplicados em relação à Receita Corrente Líquida chegou a 15,47% em 2023, oscilou para 12,93% em 2024 e retomou a trajetória de alta ao atingir 13,62% em 2025. Já entre janeiro e agosto de 2026, o governo estadual computou R$ 2,83 bilhões em aportes frente a uma receita acumulada de R$ 30,60 bilhões, resultando em um superávit primário de R$ 1,55 bilhão no período.
O avanço fiscal foi impulsionado por quesitos como planejamento orçamentário, resultado primário, controle com gastos de pessoal e poupança corrente. “O crescimento da receita do Estado contribuiu para ampliar os recursos disponíveis ao financiamento de políticas públicas. A expansão dos investimentos em ritmo superior à Receita Corrente Líquida indica que o Estado elevou o peso dessa despesa em relação à receita, entre 2019 e 2025. A manutenção da capacidade de investimento depende da evolução das despesas correntes, da arrecadação, das transferências e das obrigações financeiras”, avaliou o secretário da Fazenda do Pará, René Sousa Júnior.
