O Corinthians sofreu uma dura derrota na final da Libertadores feminina diante do Cruzeiro, desperdiçando uma vantagem construída ainda no primeiro tempo. A meio-campista Gabi Zanotti teve atuação de destaque ao marcar os dois primeiros gols da equipe, levando o clube a abrir 2 a 0 antes do intervalo e, posteriormente, 3 a 0 e 4 a 2 no placar.
Frustração e desabafo da camisa 10
A reação da equipe mineira na etapa final surpreendeu as alvinegras, resultando em um empate no tempo normal e culminando na derrota por 5 a 4 nos pênaltis, após cobrança desperdiçada por Robledo. O resultado representou a quarta perda de título do clube corinthiano ao longo da temporada, gerando forte frustração no elenco.
“(Estou) Muito triste pelo resultado, abrimos 3 a 0 e mudamos um pouco a postura, isso é inadmissível, a gente tinha de continuar sendo agressiva”, declarou a jogadora, apontando a perda de intensidade após abrir larga vantagem no marcador.
Erros defensivos e marca histórica
Apesar de alcançar a marca pessoal de 101 gols com a camisa do clube, a meia lamentou que o feito tenha sido eclipsado pelo revés em campo. A atleta também destacou a vulnerabilidade defensiva diante das jogadas aéreas das adversárias.
“A gente sabia que a bola aérea e parada delas é muito forte e acabou sofrendo gols assim. Fico feliz pelo meu 100º gol (fez o 101º também pelo clube), mas seria melhor com o título, coroar a campanha com o título”, afirmou Gabi Zanotti, antes de completar: “Talvez seria a melhor campanha nossa da história e virou uma noite para ser esquecida, muito triste mesmo. Foi um ano difícil, o time batendo na trave por diversos momentos… Tem de se reconstruir, se reerguer, para voltar a ganhar títulos.”
Análise do desempenho coletivo
Maior artilheira da história da equipe, Vic Albuquerque também balançou as redes duas vezes na decisão, totalizando 133 tentos pelo time paulista. A atacante endossou as críticas ao setor defensivo durante o confronto decisivo.
“Foi um jogo bom, fizemos boas partidas em todo o campeonato e fomos merecedores da final, na qual jogamos bem, mas falhamos algumas vezes defensivamente”, ponderou Vic Albuquerque. “Nos pênaltis, alguém tem de errar, alguém vai perder, mas no nosso caso foi pela questão defensiva mesmo porque a gente falhou um pouco. Agora é digerir essa derrota.”
Com o revés na decisão continental, o clube paulista encerra uma sequência de finais perdidas no ano e projeta um planejamento focado em correções profundas para retomar o protagonismo nas próximas competições.
