Parauapebas debate inclusão de egressos no mercado de trabalho

Parauapebas debate inclusão de egressos no mercado de trabalho

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) realizou, no dia 23 de outubro, uma reunião estratégica em Parauapebas voltada ao fortalecimento da ressocialização de pessoas que cumpriram pena. O encontro, conduzido pela 7ª Promotoria de Justiça Criminal, buscou fomentar novas oportunidades de trabalho para egressos do sistema prisional, destacando o papel fundamental da iniciativa privada neste processo.

Parceria entre setor público e empresas

O evento contou com a presença de representantes do sistema de justiça e de diversas empresas da região, como Vale, Komatsu, Apia, Makro Engenharia, CKTR, Parex e MIP. Entre as autoridades presentes estavam a servidora do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), Cemirames Karla Sousa Coutinho, o defensor público Luiz Gustavo Bessa de Albuquerque, e os promotores de Justiça Vitor de Oliveira Fontes e Magdalena Torres Teixeira Jaguar.

O papel do emprego na transformação social

Durante os debates, foi enfatizado que oferecer vagas de trabalho a quem busca retornar à sociedade não é apenas um ato de solidariedade, mas um investimento estratégico. A contratação formal atua diretamente na redução da reincidência criminal e no fortalecimento da segurança pública local. As autoridades reforçaram que o Estado, embora tenha papel central, necessita da colaboração do setor privado para suprir as demandas de capacitação profissional e preparação para o mercado.

Relato de superação

O ponto alto da reunião foi o depoimento de um egresso do sistema prisional de Parauapebas. Ele compartilhou sua trajetória de vida após conquistar uma vaga em uma empresa da cidade. “Em sua fala, destacou que o trabalho formal foi decisivo para sua reinserção social, permitindo-lhe sustentar sua família de maneira digna e lícita, recuperar sua autoestima e vislumbrar novas perspectivas para o futuro.”

A iniciativa também serviu para alinhar ações à Lei Municipal nº 5.695/2026, que estabelece o Programa Municipal de Ressocialização. Ao encerrar o encontro, ficou claro que a efetiva reintegração depende de um esforço conjunto entre instituições públicas, empresas e a sociedade civil, consolidando o compromisso de construir uma comunidade mais segura e inclusiva para todos.

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