Doença de Newcastle: mais de 130 granjas são monitoradas em Santa Catarina

Doença de Newcastle: mais de 130 granjas são monitoradas em Santa Catarina

Um total de 133 granjas localizadas em quatro municípios da região Oeste de Santa Catarina passou a ser monitorado após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma propriedade comercial no município de Nova Itaberaba.

Ações de controle e barreiras sanitárias

O caso foi registrado em um estabelecimento comercial que abriga cerca de 6 mil perus. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o local passará por um rigoroso processo de abate sanitário, seguido pela limpeza completa e desinfecção de todas as instalações.

As operações de vigilância e contenção são conduzidas em conjunto pelo Mapa e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A zona de controle abrange, além de Nova Itaberaba, os municípios vizinhos de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.

Investigação epidemiológica e diagnóstico

A ocorrência foi descoberta durante as atividades de vigilância ativa da Cidasc, por meio de uma investigação epidemiológica do Serviço Veterinário Oficial do estado. A amostra foi encaminhada para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, unidade que possui reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, explicou que as aves afetadas não apresentavam sinais visíveis da infecção:

“Vírus esse que não desenvolveu a doença, foi apenas confirmada a presença. As aves não estão tendo sintomas e nem mortalidade”, declarou.

Orientações aos produtores e biosseguridade

Diante do cenário, as autoridades reforçaram o alerta para que os criadores fiquem atentos a qualquer sinal de anormalidade nos plantéis e comuniquem imediatamente os órgãos competentes para inspeções presenciais.

“Contamos com toda a cadeia produtiva para ajudar nesse controle, que seja rápido. E também pedimos ao produtor rural que intensifique ainda mais os seus controles de biosseguridade”, disse Celles Regina de Matos.

Sinais de alerta nas aves

O Serviço Veterinário orienta os avicultores a observarem sintomas que incluem problemas respiratórios (como tosse, espirros e ofegação), manifestações nervosas (como tremores, espasmos, paralisia de asas e pernas, além de pescoço torcido), episódios de diarreia, diminuição na postura de ovos ou ovos com formatos anormais, e mortes súbitas.

O governo federal assegura que o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos inspecionados continua totalmente seguro para a população, visto que a infecção viral não é transmitida por via alimentar. A retomada das atividades na granja afetada dependerá do cumprimento integral das exigências sanitárias e da ausência de novos episódios.

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