SOS Mulher atinge mais de 3 mil cadastradas no Pará com foco na prevenção

SOS Mulher atinge mais de 3 mil cadastradas no Pará com foco na prevenção

O aplicativo de proteção SOS Mulher, criado pela gestão estadual para combater a violência de gênero, já registrou 3.515 usuárias em todo o território paraense. O sistema, administrado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), destaca-se pelo forte uso preventivo: do total de cadastradas, cerca de 2,8 mil adesões foram feitas sem que houvesse medidas protetivas decretadas pela Justiça, enquanto pouco mais de 600 usuárias já contam com esse respaldo legal.

Abrangência regional e perfil das usuárias

A rede de segurança alcançou todas as regiões paraenses, com destaque para a capital, que concentra 1.504 mulheres cadastradas. Na sequência aparecem Santarém, com 413 registros, e Ananindeua, que soma 340 inscrições na plataforma.

No recorte etário, as menores de idade representam 6% do total. O público predominante é composto por adultas entre 30 e 59 anos, que somam 62,3% das adesões, seguidas pela faixa etária de 18 a 29 anos (28,35%) e pelas idosas com 60 anos ou mais (3,39%).

Como funciona o acionamento silencioso

Disponível 24 horas por dia em todos os 144 municípios do estado, a tecnologia permite que vítimas de ameaças ou risco façam chamadas de emergência para o número 190 de forma totalmente silenciosa. Ao ligar do telefone previamente registrado, o Centro Integrado de Operações (CIOp) reconhece imediatamente a usuária e direciona as equipes policiais sem a necessidade de explicações verbais durante a chamada.

Para integrar a base de dados, a interessada não precisa ter boletim de ocorrência prévio ou ordem judicial, bastando realizar um cadastro gratuito diretamente na página oficial da Segup, sem a necessidade de baixar softwares adicionais no celular.

Origem da iniciativa

O recurso foi lançado em abril passado por meio de articulação liderada pela governadora do Pará, Hana Ghassan, como parte das estratégias estaduais de combate à violência doméstica. Na ocasião, a governadora destacou que a proposta era oferecer uma alternativa de proteção para mulheres que, em uma situação de violência, podem não ter condições de falar, pedir ajuda ou utilizar um aplicativo no celular.

Com acesso desburocratizado e focado na discrição, a iniciativa busca ampliar o leque de salvaguardas para o público feminino antes que situações de agressão atinjam níveis extremos.

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