O ex-candidato presidencial do Missão no primeiro turno, Renan Santos, declarou que os eleitores de seu grupo que optarem por votar em Flávio Bolsonaro vão “pagar mico” e estarão “perdendo o seu tempo”. Diante do cenário eleitoral atual, o dirigente partidário sinalizou que pretende anular seu voto ou sequer comparecer às urnas no segundo turno.
Críticas e acusação de soberba na campanha
A reação do presidente do Missão surge na sequência de declarações do ex-coach Pablo Marçal, atual assessor de Flávio Bolsonaro, que classificou Renan com um “perfil de Hitler” e rotulou seus apoiadores como “esquisitos”.
Para o político, a cúpula da campanha adversária demonstra excesso de confiança e soberba no pleito. Renan Santos pontuou que o grupo rival acredita estar na liderança das pesquisas por margem expressiva e que planeja adotar posturas de confronto institucional caso vença a disputa.
A polêmica declaração no podcast
As ofensas que motivaram o atrito político foram proferidas por Pablo Marçal na última segunda-feira, 19, durante sua participação no podcast IronTalks TV, ocasião em que criticou duramente a neutralidade adotada pelo diretoria do Missão.
“O Renan criou uma seita na cabeça dos moleques esquisitos. A meninada esquisita decidiu, é Renan ou não é nada. Mano, o cara tem um perfil do Hitler absurdo. Até trejeito do Hitler de querer implantar coisa de comunista, de ditar, que não tem nada a ver com direita, nunca foi, tá desmascarado”, afirmou Marçal.
Em tom irônico sobre o seu paradeiro no dia da votação, o presidente do Missão concluiu que prefere focar na família a participar do pleito: “Vocês viram que eu não vou votar. Vou votar nulo. Ou nem vou votar. Faz muito tempo que eu não vejo o meu sobrinho. Quero ver o meu sobrinho. Meu irmão tá até me cobrando”.
