Christa Pike, a mulher que sobreviveu a uma injeção letal nos Estados Unidos após ser condenada à morte, afirmou que se despertou confusa e que sente dores constantes desde que sobreviveu à tentativa de execução.
Pike fez a primeira declaração pública desde a tentativa fracassada nesta sexta-feira (30), por meio de seus advogados.
Condenada pelo assassinato de uma colegao no estado do Tennessee, ela seria executada no mês passado. Ele recebeu duas doses de um medicamento programado para ser letal, mas sobreviveu, em uma falha sem precedentes que fez o Tennessee suspender execuções. A mulher passou uma semana internada e voltou à prisão.
Na declaração, Pike disse também estar grata pelo amor e apoio que tem recebido. Ela relatou que entrou na câmara de execução preparada para morrer em paz, mas acordou sozinha e confusa em uma cama de hospital.
“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor. Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar. E a dor não é apenas física; há dor em minha mente e em minha alma”, disse Pike.
Pike contou que não havia imaginado uma vida para além da data de sua execução.
“Sinto-me profundamente ferida pela incompetência que colocou tantas pessoas nesta situação terrível. Continuo pensando na família da minha vítima e na dor e na perda terríveis que eles tiveram de suportar”, afirmou Pike.
Ela expressou gratidão aos profissionais de saúde que salvaram sua vida e às pessoas que lhe demonstraram bondade.
“Não sei por que sobrevivi àquela noite. Não sei o que virá a seguir. Em alguns dias, é mais difícil encontrar esperança do que em outros. Por enquanto, estou tentando me recuperar, um dia de cada vez. E me apego ao amor e à bondade de tantas pessoas que me lembraram de que não estou sozinha”, disse ela.
(Fonte:G1)
