O hidroavião que foi visto à deriva nas águas do rio Tapajós, próximo à Praia do Pindobal, em Belterra, no oeste do Pará, no último domingo (25), não sofreu um acidente, conforme apontavam os relatos iniciais. A aeronave, na verdade, estava ancorada em um cais quando se desprendeu, sendo levada pela correnteza e acumulando água em sua estrutura antes de ser recuperada pelo dono.
Esclarecimentos sobre o incidente
O proprietário da aeronave desmentiu as especulações de uma possível queda. Ele relatou que o avião estava preso às margens do rio, na área de Alter do Chão, em Santarém, mas a força da maré durante a noite acabou rompendo a fixação. O dono só percebeu o sumiço do equipamento na manhã de domingo. “É um avião leve, um anfíbio, então a tendência é o vento levar”, disse.
Atuação da Marinha do Brasil
A Capitania Fluvial de Santarém acompanhou de perto a operação de resgate. De acordo com a Marinha, o reboque foi finalizado com êxito pelo próprio responsável pelo hidroavião ainda no domingo. Não foram registrados feridos nem danos ambientais causados pelo episódio.
Canais de comunicação e segurança
A corporação reforçou que mantém canais abertos para denúncias ou emergências que envolvam a segurança da navegação e a proteção da vida humana. A população pode entrar em contato por meio do Disque Emergências Marítimas e Fluviais (185) ou pelo número (93) 3522-2870, da Capitania Fluvial de Santarém.
Em nota oficial emitida nesta segunda-feira (26), a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), esclareceu que o episódio em Belterra não é classificado como uma ocorrência aeronáutica. Por essa razão, o órgão reforçou que a apuração dos fatos não está sob a responsabilidade do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).
