Mercado de trabalho no Pará registra desemprego de 5,8% em 2025

Mercado de trabalho no Pará registra desemprego de 5,8% em 2025

O mercado de trabalho paraense encerrou o ano de 2025 com resultados positivos, alcançando a marca de 3,79 milhões de pessoas ocupadas. Segundo o Boletim do Trabalho e Renda 2026, elaborado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a taxa de desemprego recuou para 5,8%, acompanhada por uma valorização de 14,6% no rendimento médio mensal dos trabalhadores no estado.

Crescimento da ocupação e qualificação profissional

A análise da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural (Diepsac) aponta que a população ocupada cresceu 15,5% em comparação ao último trimestre de 2012. Esse avanço não foi apenas quantitativo, mas também qualitativo: o número de trabalhadores com ensino médio completo subiu de 862 mil para 1,368 milhão, enquanto aqueles com ensino superior passaram de 240 mil para 547 mil.

Setorialmente, o comércio e serviços mantêm a liderança na geração de postos de trabalho, respondendo por cerca de 20,9% das ocupações, seguidos pela administração pública, saúde e educação (17,7%) e pela agropecuária (14,7%). Em termos de formalização, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) confirmou que o Pará atingiu mais de 1 milhão de vínculos formais em 2025, um aumento de 3,1% frente ao ano anterior.

O desafio da inclusão produtiva

Apesar da melhora nos indicadores econômicos, a Fapespa destaca um obstáculo estrutural: a persistência de um alto contingente de beneficiários de programas sociais em idade ativa. Em 2025, o estado contabilizou 2,1 milhões de beneficiários do Bolsa Família, um número que, proporcionalmente, supera a oferta de empregos formais em diversas regiões.

Indicadores municipais

O cenário varia conforme a localidade. Municípios como Redenção se destacam com uma proporção maior de empregos formais (37,1%) em relação aos beneficiários de programas sociais (18,3%). Em contrapartida, a capital, Belém, apresenta um equilíbrio mais acentuado entre esses dois indicadores, com números próximos a 16% para ambas as categorias.

“O Boletim nos mostra que o mercado de trabalho no Pará vive um momento de forte recuperação. O dado mais expressivo é a queda da taxa de desemprego para 5,8% no fim de 2025, o menor patamar em anos. Também alcançamos a marca histórica de 3,79 milhões de pessoas ocupadas e um aumento real de 14,6% no rendimento médio do trabalhador. Porém, o relatório nos traz um alerta estrutural importante: o número de beneficiários do Bolsa Família em idade ativa ainda supera o total de empregos formais. Nosso grande desafio agora é converter esse crescimento econômico em uma inclusão produtiva mais ampla e de maior qualidade”, explica Victor Oliveira, Economista-Técnico, Coordenadoria de Estudos Econômicos e Análise Conjuntural – DIEPSAC/FAPESPA.

Para a gestão estadual, o avanço é fruto de uma estratégia de longo prazo. “A economia do Pará tem se mostrado estável e no ritmo crescente nos últimos oito anos. Isso se deve, lógico, a uma série de políticas públicas lideradas pelo governo do Estado do Pará, que trazem essa estabilidade, reconhecendo os potenciais do Estado e as suas oportunidades de crescimento. É isso que têm colocado o Pará à frente do Brasil no crescimento econômico nesses últimos sete anos”, destacou Marcel Botelho, presidente da Fapespa.

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