Comemorado em 1º de novembro no Brasil, o Dia do Sushi homenageia uma das iguarias mais apreciadas pelos brasileiros e celebra os laços culturais entre o país e o Japão. Estabelecida originalmente em 1961 pela Federação Nacional das Associações do Sushi no Japão, a efeméride busca exaltar a relevância da gastronomia nipônica, a força da imigração e o sucesso do prato em território nacional. Vale destacar que, em várias outras nações, a comemoração acontece anualmente em 18 de junho.
A chegada da culinária japonesa ao Brasil
A introdução das tradições culinárias do Japão em solo brasileiro começou nos primeiros anos do século 20, impulsionada pela imigração oficial. O marco inicial ocorreu com a chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos, em São Paulo, no dia 18 de junho de 1908. Além de dedicarem-se ao trabalho árduo nas lavouras, os imigrantes mantiveram vivas as suas raízes gastronômicas por meio do consumo frequente de pratos típicos, a exemplo do sukiyaki, do lámen e da sopa missô.
Transformações e abrasileiramento da receita
Com o passar das décadas, o preparo sofreu adaptações significativas para agradar ao paladar do público nacional. O mercado brasileiro incorporou insumos como manga, banana e goiabada aos enrolados, além de popularizar o uso do cream cheese. Outra mudança marcante foi a troca do atum fresco — espécie tradicionalmente utilizada no Japão — pelo salmão, que rapidamente assumiu o posto de proteína favorita nos pedidos locais.
Toque amazônico na culinária nipônica
No estado do Pará, a fusão cultural deu origem a combinações inéditas que misturam a técnica oriental com o melhor dos insumos amazônicos, incluindo camarão fresco, tucupi, jambu e queijo do Marajó.
Inovações nos cardápios locais
Estabelecimentos da região vêm apostando nessas misturas para atrair o público que busca novas experiências gastronômicas. O Sushi Boulevard é um exemplo dessa tendência na capital paraense.
“No nosso cardápio temos o Hotroll Paraense, recheado com camarão cozido, jambu e cream cheese, empanado e servido com redução de tucupi, e o Uramaki Paraense, que reúne esses recheios com alga nori e arroz por fora. Na linha marajoara, o queijo do Marajó acompanha o salmão em diferentes apresentações, com opção de pesto de jambu. Os ingredientes regionais aparecem ainda nas versões de sashimi e niguiri. Essa aproximação com a cozinha paraense já fazia parte do posicionamento do restaurante; inclusive, são pratos bastante procurados. Isso é destaque não só na venda, mas também na importância de o público reconhecer o estabelecimento como um restaurante amazônida”, relata Nat Paiva, proprietária do espaço.
Outro endereço que investe nessa vertente é o Lauro Sushi, que destaca em seu menu o niguiri de salmão com queijo do Marajó, composto por um bolinho de arroz temperado, conhecido como sharizu, coroado por uma fatia de salmão maçaricada junto ao ingrediente marajoara.
