A comercialização de melatonina sublingual em formatos como gotas, pastilhas, fitas e filmes para dissolução na boca não tem autorização para atuar como suplemento alimentar no país. A advertência foi publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em meio ao aumento de propagandas em redes sociais que oferecem esses itens para combater distúrbios do sono.
Riscos da absorção sublingual
De acordo com o órgão regulador, as modalidades de ingestão via mucosa não passaram por avaliações científicas exigidas para validar a eficácia, a qualidade e a segurança do hormônio por essa via. Sem essa averiguação técnica, torna-se impossível determinar como o corpo assimila a substância ou identificar potenciais perigos à saúde, a exemplo de episódios de superdosagem involuntária.
Regras para suplementos tradicionais
A regulamentação vigente autoriza a comercialização da substância apenas em cápsulas ou comprimidos tradicionais voltados para maiores de 19 anos, respeitando o teto de 0,21 miligrama diário. A autarquia ressalta que seguir essa quantidade não assegura eficácia contra a insônia e cobra evidências científicas das empresas para validar qualquer propaganda.
Exigências de rotulagem e advertências
As embalagens devem conter obrigatoriamente avisos claros destinados a gestantes, mulheres que amamentam, menores de idade e motoristas ou profissionais que dependem de foco constante para exercer suas atividades cotidianas.
A medida reforça o controle sobre o mercado de suplementos para o sono e busca proteger a população contra produtos que não possuem aval científico oficial no território nacional.
