A cidade de Parauapebas se prepara para receber a estreia do Pebas Multi – Festival Parauapebas Multicultural nos dias 6 e 7 de novembro. Com acesso totalmente livre ao público, a celebração começa às 19h30 na praça dos Esportes Radicais, situada na região central do município. O projeto foi idealizado sob o conceito “A Amazônia é aqui”, buscando evidenciar a pluralidade da região por meio da conexão entre expressões musicais, feira artesanal e culinária típica.
Programação musical reúne referências nacionais e regionais
Ao longo de duas noites, o palco principal abrigará uma mistura de ritmos que vai do forró ao reggae de raiz, passando pelo rock caipira e pela música instrumental brasileira.
Sexta-feira (06/11): do forró tradicional ao encontro instrumental
A abertura dos trabalhos fica sob a responsabilidade do grupo local Forró Jambú, composto por Alex Santti (vocal e violão), Joquinha do Acordeon (sanfona e voz), Wdson Fernandes (triângulo e voz) e Eudes Barros (zabumba e voz). O conjunto mescla clássicos de mestres como Luiz Gonzaga e Dominguinhos a sucessos de ícones paraenses, como Pinduca e Dona Onete.
Em seguida, o Quinteto Caxangá, vindo de Belém, apresenta seu trabalho focado na música instrumental amazônica com elementos de carimbó, choro e baião. Formado por Camila Alves (violão de 7 cordas), Sara Moraes (violino), João Marcos Palheta (clarinete), Igor Melo (cavaquinho) e Tomás Menezes (percussão), o grupo promove o repertório do EP Transamazônica, lançado em 2025.
Finalizando a primeira noite, ocorre um encontro inédito na música instrumental: a multi-instrumentista Carol Panesi e Festejo Brasileiro dividem os holofotes com a percussionista carioca Larissa Umaytá. Com mais de duas décadas de trajetória e parcerias históricas ligadas à obra de Hermeto Pascoal, Panesi junta forças a uma das maiores referências contemporâneas da percussão feminina.
Sábado (07/11): carimbó, fusões sonoras e reggae histórico
O segundo dia de festival começa com a tradição do Grupo Zimba Carajás. Criada em 2020 a partir de um Ponto de Cultura, a roda homenageia o carimbó — reconhecido como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira — com faixas autorais do EP O Som que Vem do Norte, lançado em 2026.
Na sequência, o rock autoral paraense ganha espaço com a banda Pirucaba, de Marabá. Logo depois, sobe ao palco o projeto paulistano Moda de Rock, encabeçado por Ricardo Vignini e Zé Helder, com participação especial de JR Tostoi, renomado guitarrista e produtor vencedor do Grammy Latino pelo disco Carbono, de Lenine. Juntos, eles recriam sucessos do Iron Maiden, Led Zeppelin e Titãs na viola caipira.
O encerramento do evento fica por conta da icônica Tribo de Jah. Formada em 1985 em São Luís do Maranhão — capital apelidada de “Jamaica Brasileira” —, a banda comemora quatro décadas de carreira propagando o roots reggae com hinos como “Morena Raiz”, “Reggae na Estrada” e “Babilônia em Chamas”.
Parauapebas como símbolo da Amazônia viva
O festival reforça o protagonismo de Parauapebas no cenário regional. De acordo com o levantamento Radar de Indicadores das Regiões de Integração da Fapespa, o município possui 6.886 km² de extensão, abrigando 80,54% de áreas protegidas (5.546 km²), divididas entre reservas de uso sustentável e territórios indígenas.
Com uma população calculada em 305.771 residentes (estimativa IBGE/2025) e PIB per capita de R$ 98.646,44 (IBGE/2023), o município exemplifica a convivência entre desenvolvimento urbano, força econômica e conservação florestal.
Organização e apoio institucional
Realizado pela LC Produções por intermédio da Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura), o Pebas Multi conta com o patrocínio master da mineradora Vale e suporte da distribuidora Equatorial Energia, instituições com histórico consolidado no fomento a projetos socioculturais e incentivo à economia criativa no Pará.
