Policlínica Carajás encerra programação infantil com foco na inclusão

Policlínica Carajás encerra programação infantil com foco na inclusão

O Núcleo de Atendimento ao Espectro Autista (Natea) da Policlínica Carajás, localizado em Marabá, no sudeste paraense, concluiu na última quinta-feira (22) a sua agenda especial dedicada ao Mês das Crianças. Ao longo de outubro, diversas dinâmicas socioeducativas foram aplicadas para incentivar a interação, a socialização e o aprendizado, destacando o papel essencial das brincadeiras no crescimento e bem-estar dos pequenos pacientes.

Estímulo à autonomia e à criatividade

A série de eventos foi planejada para celebrar a infância por meio de vivências capazes de despertar a imaginação e a independência, além de estreitar os laços afetivos. A proposta priorizou a individualidade de cada participante, auxiliando no aprimoramento de competências fundamentais para o dia a dia.

O olhar das famílias sobre a inclusão

O impacto positivo da agenda foi sentido de perto pelos responsáveis. Neilane Gomes da Silva Fragas, mãe de José Gael Gomes Aguiar e Carlos Daniel Gomes Aguiar, destacou o valor terapêutico da iniciativa. “É muito gratificante ver nossos filhos participando de atividades que proporcionam alegria, aprendizado e interação”, ressaltou.

No mesmo sentido, Ana Lúcia Silva da Silva, mãe de Victor Hugo da Silva Araújo, elogiou o acolhimento oferecido pela equipe da unidade médica. “É muito bom ver nossos filhos sendo acolhidos com tanto carinho e atenção. São momentos especiais, que fazem a diferença no desenvolvimento deles e deixam toda a família muito feliz”, afirmou.

O brincar como ferramenta terapêutica

Para o público infantil com Transtorno do Espectro Autista (TEA), eventos recreativos possuem função que vai muito além do entretenimento, funcionando como catalisadores do progresso motor e cognitivo. Tais dinâmicas facilitam a exteriorização de sentimentos, o surgimento de novas aptidões e a formação de vínculos sociais, elevando a qualidade de vida.

A coordenadora do Natea, Andreia Mesquita, avaliou que o ciclo de eventos garantiu vivências marcantes, sempre atentas às necessidades singulares de cada participante. “Cada atividade é uma oportunidade de estimular habilidades, incentivar a autonomia e valorizar as conquistas de cada criança. Nosso objetivo é que elas se sintam acolhidas, seguras e felizes, enquanto avançam em seu desenvolvimento”, acrescentou.

A gestora também pontuou que a conexão com os responsáveis é indispensável para a continuidade dos tratamentos fora do ambiente clínico. “O cuidado não termina na unidade. Queremos que cada conquista seja valorizada também em casa, com a participação dos pais, fortalecendo os laços familiares e dando continuidade aos avanços alcançados”, concluiu.

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