Mãe é presa no Pará após bebê de 6 meses sofrer queimaduras graves

Mãe é presa no Pará após bebê de 6 meses sofrer queimaduras graves

Uma mulher foi presa em São Miguel do Guamá, município localizado no nordeste do Pará, sob suspeita de maus-tratos, abandono de incapaz e omissão de cuidados. A ação policial ocorreu na última quarta-feira (21), desencadeada após conselheiras tutelares localizarem um bebê de aproximadamente seis meses com queimaduras que cobriam cerca de 30% de seu corpo.

Resgate de crianças e falta de atendimento médico

Na mesma residência, as autoridades encontraram uma adolescente de 12 anos que sofria com as consequências de uma fratura no braço sofrida havia cerca de dois meses. A vítima não havia recebido o devido suporte médico e apresentava forte inchaço e mobilidade comprometida no membro lesionado no momento do resgate.

Questionada sobre o bebê ferido, a suspeita alegou ter buscado assistência médica, porém falhou em apresentar qualquer documentação que comprovasse o tratamento. Devido à extensão das lesões cutâneas, a vítima infantil precisou ser hospitalizada com recomendação de transferência urgente para um centro médico especializado.

Investigação policial e novas linhas de apuração

A atuação das forças de segurança começou após o recebimento de registros em vídeo que mostravam o estado precário das vítimas. Os agentes se deslocaram até o hospital municipal para se reunir com o Conselho Tutelar e, em seguida, encaminharam a mulher até a delegacia local para a formalização dos procedimentos legais cabíveis.

O inquérito policial conduzido apura crimes de maus-tratos com agravante de lesão grave e abandono de incapaz. O objetivo central é esclarecer como o lactente sofreu as queimaduras, além de investigar a suposta ausência de assistência à saúde e outras denúncias de negligência familiar.

Conexão com facção criminosa

Em paralelo ao caso de violência doméstica e familiar, a corporação policial também apura se a investigada possui ligações com uma facção criminosa atuante na região. Esta frente de investigação corre de maneira autônoma enquanto o caso principal continua sob rigorosa análise das autoridades competentes.

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