Um embate agrário na região de Tomé-Açu, localizada no nordeste do Pará, terminou com um veículo destruído pelas chamas e registro de feridos nesta quinta-feira (22/10). A ocorrência envolveu servidores estaduais, indígenas e lideranças quilombolas durante serviços de demarcação territorial.
Demarcação de terras gera embate
De acordo com os relatos, a tensão começou quando uma equipe do Iterpa realizava atividades relacionadas à delimitação de um território quilombola. Integrantes de uma comunidade indígena vizinha teriam se oposto aos trabalhos, dando início ao confronto.
Veículos retidos e incêndio
Entre as pessoas mencionadas nas denúncias estão Domingos Prudente, identificado como presidente de uma associação quilombola, e Radinho Duarte, apontado como vice-presidente. As informações recebidas também indicam que duas caminhonetes teriam sido retidas durante a ocorrência.
Imagens e mobilização policial
Imagens encaminhadas ao Portal Debate mostram um automóvel branco tomado pelas chamas, com uma intensa coluna de fumaça preta. Outro veículo aparece estacionado próximo ao incêndio. Ainda não há confirmação sobre quantos automóveis foram atingidos nem sobre quem teria provocado o fogo.
Outros registros mostram a presença de policiais militares na região, incluindo um integrante do 31º Batalhão de Polícia Militar (31º BPM). Segundo os denunciantes, as pessoas retidas estariam sendo submetidas a ameaças e violência psicológica. Há ainda relatos sobre a presença de indivíduos armados.
Até a última atualização, não havia confirmação sobre a liberação dos supostos reféns, o número total de envolvidos. O caso ainda depende de esclarecimentos do Iterpa, da Polícia Militar e dos demais órgãos envolvidos na questão territorial.
