Morre aos 84 anos Benito di Paula, ícone do samba-joia, vítima de câncer

Morre aos 84 anos Benito di Paula, ícone do samba-joia, vítima de câncer

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula faleceu neste domingo (18), aos 84 anos, na capital paulista, após complicações decorrentes de um câncer. A morte foi oficialmente confirmada pela assessoria do músico, que estava hospitalizado no Hospital 9 de Julho e batalhava contra a enfermidade por aproximadamente doze meses. Até o momento, os familiares não divulgaram detalhes a respeito dos rituais de despedida, velório e sepultamento.

Legado e origem do artista na música brasileira

Natural de Nova Friburgo, município situado na Região Serrana do Rio de Janeiro, o artista nasceu em 28 de novembro de 1941. Batizado como Uday Vellozo, ele consolidou seu nome como um dos maiores expoentes do samba-joia, vertente musical que mescla a sonoridade tradicional do samba com pitadas de romantismo. Munido de um timbre inconfundível e de uma técnica própria ao piano, o cantor atingiu enorme sucesso nos anos 1970 com clássicos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira” e “Do Jeito que a Vida Quer”.

Identidade visual marcante e conquistas comerciais

Antes de alcançar a fama em rede nacional, o cantor deu os primeiros passos de sua carreira artística se apresentando em casas noturnas cariocas e paulistas. Com sua estética inconfundível — marcada por cabelos compridos, bigode característico e roupas espalhafatosas —, ele construiu um estilo visual único. Em sua extensa jornada na indústria fonográfica, comercializou mais de 50 milhões de discos, excursionou pelo mundo com turnês internacionais e teve suas obras reinterpretadas por diversos outros expoentes da nossa cultura.

Sucesso na televisão e parcerias com a família

Lançada em 1973, a faixa “Retalhos de Cetim” figura entre seus maiores triunfos e foi fundamental para alavancar sua projeção por todo o país. Além de brilhar nos palcos e estúdios, o pianista também teve passagens de destaque pela telinha, chegando a comandar a atração “Brasil Som 75” na extinta TV Tupi. Já na reta final de sua trajetória, continuou ativo nos shows e dividiu projetos artísticos ao lado do filho, Rodrigo Vellozo, que seguiu os passos do pai na música como cantor e instrumentista.

A partida de Benito di Paula encerra um capítulo fundamental da história da MPB, deixando um acervo atemporal que continuará influenciando gerações de sambistas e admiradores da boa música em todo o território nacional.

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