Polícia Civil amplia investigação sobre duplo homicídio em Canaã; suspeito de fornecer armas é procurado

Polícia Civil amplia investigação sobre duplo homicídio em Canaã; suspeito de fornecer armas é procurado

A investigação sobre o duplo homicídio que vitimou os irmãos Gabrielle Souza Mota e Andrey Pereira Mota, em Canaã dos Carajás, ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. A Polícia Civil do Pará cumpriu novos mandados de prisão contra pessoas apontadas como envolvidas no crime, enquanto a defesa de um dos investigados veio a público negar participação no caso.

Novas prisões e laudo pericial

Durante a continuidade das apurações, agentes da Polícia Civil prenderam Maycon e Andressa Coelho, ambos indicados como suspeitos de envolvimento no crime. Segundo a corporação, um laudo de perícia balística confirmou que a arma apreendida na residência do casal foi a mesma utilizada na execução das vítimas, elemento que a polícia considera central para a linha investigativa.

A Justiça decretou ainda a prisão de Olívia Alves Coelho de Moraes, mãe de Andressa, apontada como possível participante do crime. Até o momento, no entanto, ela não foi localizada pelas equipes policiais e é considerada foragida.

Mandado contra suposto fornecedor de armas

Um terceiro mandado foi expedido contra Tanielton Taveira da Silva, investigado por suspeita de ter fornecido as armas e munições usadas pelo grupo apontado como responsável pelo crime. Equipes da Polícia Civil chegaram a realizar buscas em sua residência, no município de Tailândia, com apoio da Superintendência Regional do Lago de Tucuruí, mas ele não foi encontrado e também segue foragido.

A corporação informou que as investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente o caso, identificar todos os envolvidos e garantir a responsabilização criminal de autores e partícipes. A Polícia Civil mantém campanha de denúncia anônima pelo Disque-Denúncia 181 para colher informações sobre o paradeiro dos dois procurados.

Defesa nega envolvimento

Em nota divulgada neste sábado (11), a defesa de Tanielton Taveira da Silva rejeitou as acusações que associam o investigado ao crime. O advogado Rilmar Firmino de Sousa, afirmou que o cliente nega veementemente qualquer participação no episódio e repudia a alegação de que atuaria como fornecedor de armas e munições, argumentando que tal acusação não condiz com sua atividade de microempreendedor e atirador desportivo, com registro de CAC (Caçador, Atirador e Colecionador) regularizado.

Segundo o documento assinado em Tailândia, Tanielton tem interesse em colaborar com a Justiça e prestar esclarecimentos, mas sua apresentação às autoridades só ocorrerá depois que a defesa tiver acesso integral aos autos da medida cautelar e às provas que fundamentaram o decreto de prisão, direito que classifica como garantido pela Constituição Federal e inerente à ampla defesa. A nota afirma ainda que a defesa confia no Poder Judiciário e sustenta que a inocência do investigado será comprovada ao longo do processo.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil, que apura a participação de todos os envolvidos no crime.

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