Empresário alcança marca após a SpaceX captar US$ 75 bilhões em oferta pública inicial de ações

O empresário Elon Musk deve alcançar um patrimônio estimado em US$ 1,1 trilhão nesta 6ª feira (12.jun.2026), quando começam a ser negociadas as ações da SpaceX. A empresa desenvolvedora de foguetes espaciais realizou sua oferta pública inicial (IPO) na 5ª feira (11.jun), que arrecadou US$ 75 bilhões.
A participação de Musk na SpaceX está agora avaliada em cerca de US$ 866 bilhões. O cálculo do seu patrimônio também considera sua participação na Tesla e em outras empresas e investimentos, incluindo ações cuja liberação será realizada ao longo do tempo.
O aumento do patrimônio de Musk está relacionado à avaliação atribuída pelo mercado à SpaceX depois da abertura de capital. Além do negócio de lançamentos espaciais, a SpaceX controla a Starlink, divisão de internet via satélite que tem milhares de satélites em órbita e atua em diversos países, e a xAI, startup de inteligência artificial desenvolvedora do chatbot Grok, que compete com o Claude, da Anthropic, e o ChatGPT, da OpenAI.
O valor atual da SpaceX considera as perspectivas de crescimento de seus diferentes negócios. Com o IPO, investidores passaram a atribuir um valor mais elevado à SpaceX, o que ampliou o valor da participação de Musk na companhia e elevou seu patrimônio líquido estimado para mais de US$ 1 trilhão.
Antes da oferta pública da SpaceX, a Forbes estimava o patrimônio líquido de Musk em aproximadamente US$ 780 bilhões. Na ocasião, ele ocupava a 1ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo, à frente de Larry Page, cofundador da Alphabet. TESLA, SPACEX E
OUTROS NEGÓCIOS
Musk nasceu em 1972, em Pretória, na África do Sul. Filho de mãe canadense e pai sul-africano, estudou na Universidade da Pensilvânia, onde se formou em 1997. Em 2008, assumiu o cargo de CEO da Tesla. Também é CEO da SpaceX e, em 2022, adquiriu o então Twitter, hoje X, por US$ 44 bilhões. Além da Tesla e da SpaceX, Musk fundou outras empresas como a The Boring Company e a Neuralink.
Durante sua gestão na Tesla, a empresa enfrentou disputas judiciais e questionamentos de acionistas relacionados à administração da companhia. Em 2018, o pacote de remuneração de Musk chegou a ser avaliado em US$ 56 bilhões. Ao longo dos anos, Musk protagonizou divergências públicas com reguladores, investidores, jornalistas e veículos de comunicação, muitas vezes por meio das redes sociais.
Em 2025, Musk esteve à frente do DOGE (Departamento de Eficiência Governamental) do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). O empresário também contribuiu financeiramente para a campanha que levou Trump de volta à Casa Branca e atuou como consultor da iniciativa. Posteriormente, a relação entre Musk e Trump foi marcada por divergências sobre políticas públicas e gastos governamentais, resultando em uma disputa pública entre os 2.
No mesmo período, a Tesla registrou queda nas vendas em alguns mercados internacionais e foi alvo de protestos e campanhas de boicote por parte de consumidores.
Fonte: Poder 360
