É hoje! Copa do Mundo começa nesta quinta com recorde de seleções, novas regras e tensões políticas

É hoje! Copa do Mundo começa nesta quinta com recorde de seleções, novas regras e tensões políticas

Mundial realizado pela primeira vez em três sedes tem maior número de jogos da história, com despedida de astros, jovens em ascensão e seleção brasileira em busca do hexa

Copa do Mundo começa nesta quinta com recorde de seleções, sedes, jogos e dias de duração, estreando novas regras e envolvida em tensões políticas sem precedentes. Mundial realizado pela primeira vez em três sedes tem maior número de jogos da história, com despedida de astros, jovens em ascensão e seleção brasileira em busca do hexa.

Pela primeira vez realizada em três países, a Copa do Mundo de Canadá, Estados Unidos e México tem 48 seleções, com 1248 jogadores no total dos elencos com 26 integrantes cada.

Na maior transformação da competição desde 1998, quando o número de participantes aumentou para 32, a expansão das equipes resulta em um recorde de 104 partidas (contra 64 até 2022) e 39 dias de duração (contra o máximo anterior de 33).

A fase eliminatória passa a ter uma rodada antecedente às oitavas de final. Os dois primeiros lugares de cada um 12 grupos e os oito melhores terceiros colocados da fase de grupos se classificam para a 16-avos.

São 16 estádios em 16 cidades-sede, divididos entre os três países da América do Norte. Onze deles estão nos Estados Unidos, três no México e dois no Canadá.

A cerimônia de abertura e o jogo inaugural ocorrem no lendário Estádio Azteca, que se torna o primeiro estádio a receber três aberturas de Copas do Mundo, depois de ter sido sede em 1970 e 1986. A final será realizada em 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Cerimônias de abertura

Hoje, a cerimônia de abertura começa às 14h30 (de Brasília), 90 minutos antes do jogo inaugural entre México e África do Sul, às 16h.

O show conta com Shakira e Burna Boy apresentando “Dai Dai”, a música-tema da Copa do Mundo de 2026. Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean e J Balvin são outros artistas com apresentações previstas no Estádio Azteca.

Com a competição dividida em três países, o Canadá e os Estados Unidos também têm cerimônias de abertura próprias antes de cada um dos primeiros jogos nesses países.

Em Toronto estão previstos shows de artistas como Michael Bublé e Alanis Morissette. Em Los Angeles, o evento tem Katty Perry como principal nome e prevê a participação da cantora brasileira Anitta.

Na Cidade do México, a cerimônia de abertura deve ocorrer sob protestos. Milhares de manifestantes prometem marchar em direção ao Estádio Azteca para ampliarem o alcance de suas demandas.

 

São diferentes grupos, de organizações sociais, sindicais e de direitos humanos. O mais relevante é o de professores, que trava uma batalha com o governo mexicano por mudanças na previdência da categoria e por uma reforma educacional.

A imprensa local estima que 5 mil manifestantes estejam na capital mexicana para protestar no dia da abertura da Copa do Mundo.

Tensões políticas

Só que as tensões políticas vão além do México, com escala global e implicações geopolíticas, especialmente causadas pelos Estados Unidos.

O contexto é trágico: um dos países anfitriões da Copa do Mundo está em guerra com outro participante, depois de Estados Unidos e Israel iniciarem uma ofensiva contra o Irã em fevereiro deste ano.

A presença da seleção iraniana chegou a ser dúvida, com o presidente Donald Trump dizendo que a participação seria “inapropriada, para a própria vida e segurança deles”.

Os iranianos estão hospedados e têm treinado em Tijuana, no México, embora os jogos ocorram nos Estados Unidos. Eles só podem cruzar a fronteira no dia anterior a cada partida, retornando ao território mexicano na sequência.

Quinze funcionários da Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) tiveram vistos rejeitados, incluindo o presidente da FFIRI, Mehdi Taj, e os diretores técnico e executivo, além de analistas de desempenho da seleção. A FFIRI ainda informou que os Estados Unidos revogaram a cota de ingressos destinada a torcedores do Irã.

O Irã avisou a Fifa que, em caso de protestos políticos contra o país nos jogos da Copa do Mundo, os atletas estão orientados a abandonar a partida.

A delegação iraniana tem sido a mais afetada, mas não é a única a enfrentar dificuldades com os protocolos americanos.

Os Estados Unidos impediram a entrada do somali Omar Abdulkadir Artan, o melhor árbitro da África; interrogaram o astro iraquiano Aymen Hussein por sete horas na chegada ao país; e fizeram revistas rigorosas nas delegações visitantes, com direito a cães farejadores.

Novas regras

A Copa do Mundo marca a estreia de regras que devem ser adotadas pelas competições de futebol, com ampliação do árbitro de vídeo (VAR) e medidas para combater a cera.

O VAR não se limita mais a lances de gol, pênalti, cartão vermelho e erro de identificação de jogador. Agora, o árbitro de vídeo pode corrigir a aplicação incorreta de segundo cartão amarelo e marcação incorreta de escanteio no lugar de tiro de meta.

Há ainda as seguintes regras para evitar a cera dos jogadores e aumentar o tempo de bola rolando:

5 segundos para cobrar o lateral, contados com a mão pelo árbitro; como punição, a cobrança do lateral é revertida;

5 segundos para cobrar o tiro de meta, contados com a mão pelo árbitro; como punição, é concedido escanteio ao time adversário;

10 segundos para substituição, com exceção para jogador lesionado que claramente não tenha condições de sair de campo; em caso de descumprimento, o jogador substituído deixa o campo, mas o substituto deve esperar 60 segundos para entrar, deixando o time com um a menos;

1 minuto fora em caso de atendimento médico: jogador que precise ser atendido pela equipe médica deve sair de campo e esperar 60 segundos para retornar, deixando o time com um a menos nesse período;

Jogadores não podem se aproximar do banco de reservas enquanto o goleiro recebe atendimento médico.

Como medidas disciplinares, a Copa do Mundo ainda estreia a aplicação de cartão vermelho a jogador que cobrir a boca com a mão, o braço ou a camisa durante uma discussão com adversário e a jogador e/ou membro da comissão técnica que abandonar o campo em sinal de protesto a uma decisão da arbitragem.

Favoritas

Campeã em 2018 e vice em 2022, a França chega como uma das principais candidatas ao título, com elenco estrelado, liderado por Mbappé, Dembélé e Olise.

A Espanha, do jovem astro Lamine Yamal, disputa a taça como campeã da Eurocopa de 2024 e vice-líder do ranking da Fifa.

A Argentina começa a competição como líder do ranking da Fifa, com a mesma base de jogadores que conquistou a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024, incluindo Messi, o maior craque da história daquele país.

De olho no hexa

O Brasil não tem sido apontado como um dos favoritos, pois vive uma fase de baixa, mas, como único pentacampeão, não pode ser descartado na busca pelo hexa.

Com o italiano multicampeão Carlo Ancelotti estreando no comando de uma seleção, o Brasil chega à Copa do Mundo em busca da sexta estrela, depois das conquistas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

Já são, portanto, 24 anos de jejum de uma seleção que atualmente ocupa o modesto 6º lugar no ranking da Fifa, atrás de Argentina, Espanha, França, Inglaterra e Portugal.

Fonte: Globo Esporte

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