O revés do Vasco por 1 a 0 para o Palmeiras, na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil disputada no Nubank Parque, foi marcado por fortes reclamações da diretoria carioca em relação ao comando de campo. O dirigente Admar Lopes expressou grande insatisfação com a condução da partida deste domingo, apontando falhas capitais que teriam prejudicado o desempenho da equipe cruzmaltina no confronto.
Reclamação sobre pênalti e critério disciplinar
O foco principal da revolta do clube envolve um lance ocorrido logo no início da etapa complementar, momento em que o time já perdia por 1 a 0. Na ocasião, a bola bateu no braço do zagueiro Barboza durante uma disputa aérea com Lescano dentro da área, mas o árbitro mandou o jogo seguir. A cabine do VAR, comandada por Rodrigo D’Alonso Ferreira, optou por não recomendar a revisão do lance, gerando ainda mais revolta nos bastidores vascaínos.
“Venho comentar a atuação vergonhosa do senhor (Anderson) Daronco. Desde o início do jogo, ele mostrou para que vinha. Logo no primeiro minuto há uma situação do Colidio, lance perigosíssimo de transição, uma oportunidade de gol. E ele nem sequer comenta de dar um cartão amarelo. No lance do primeiro cartão amarelo de Saldívia, foi uma falta, um empurrão, no meio do campo. Um lance sem qualquer perigo. Uma falta, uma dualidade de critérios gritantes … É uma atuação completamente vergonhosa”, disse.
Críticas à atuação do VAR e cartões amarelos
O diretor detalhou que o critério adotado para advertências com cartões foi desigual ao longo do confronto. Ele relembrou uma falta cometida por Murilo em cima de Colidio no primeiro minuto de jogo, que não gerou amarelo, contrastando com a punição aplicada a Saldivia na etapa inicial após um empurrão em Jhon Arias no meio de campo.
“O que que o VAR está fazendo no futebol? Porque os senhores do VAR que vieram de Santa Catarina com certeza passar o final de semana em São Paulo. Não fizeram o trabalho deles. O VAR serve como auxílio da arbitragem. E dois lances que foram capitais, o segundo amarelo e a expulsão do Saldívia que ele não interveio, além do lance de pênalti da mão de Barboza com Lescano”, afirmou o dirigente.
Prejuízo na reta final e jogo de volta
A situação do time carioca ficou ainda mais complicada aos 31 minutos do segundo tempo, quando Saldivia recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após puxar Vitor Roque em jogada ofensiva do adversário. Diante de todo o cenário, a diretoria pediu rigor e atenção redobrada da CBF na seleção dos árbitros para o segundo e decisivo jogo.
Com o placar adverso, o Palmeiras jogará pelo empate no próximo domingo, dia 8, às 17h, em São Januário. Para garantir a classificação direta à decisão da Copa do Brasil, o Vasco precisará vencer por dois gols de diferença, enquanto um triunfo simples dos cariocas levará a definição da vaga para as cobranças de pênaltis.
