Motorista de Porsche azul é condenado a 17 anos de prisão em São Paulo

Motorista de Porsche azul é condenado a 17 anos de prisão em São Paulo

O motorista responsável pela colisão que tirou a vida de um condutor de aplicativo foi condenado a 17 anos, um mês e dez dias de reclusão em regime inicialmente fechado. A decisão judicial foi proferida na madrugada desta sexta-feira, 30, após dois dias de intensos debates no Fórum Criminal da Barra Funda, localizado na zona oeste paulistana.

Confissão e arrependimento no tribunal

Durante o seu depoimento no júri popular, Fernando Sastre de Andrade Filho admitiu culpa e lamentou ter mentido sobre os fatos logo após o ocorrido em 31 de março de 2024. O réu declarou: “Poderia colocar mil desculpas, mas não tem justificativa para isso que eu fiz. Me arrependo profundamente de não ter contado a verdade desde o início”. A sentença também determinou a proibição definitiva de o empresário conduzir veículos automotores.

Detalhes da colisão fatal na zona leste

O acidente ocorreu na Avenida Salim Farah Maluf, quando o veículo de luxo guiado pelo empresário atingiu em cheio a traseira do Renault Sandero dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. Laudos da perícia técnica comprovaram que o automóvel esportivo trafegava a impressionantes 156 km/h, ultrapassando em mais de três vezes o limite estabelecido para a via, que é de 50 km/h. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu em decorrência de um traumatismo cranioencefálico.

Investigação, consumo de álcool e feridos

Na ocasião da tragédia, o condutor voltava de uma celebração acompanhado por Marcus Vinícius Machado Rocha, que sofreu fraturas nas costelas e precisou passar por uma intervenção cirúrgica para a retirada do baço. Investigações apontaram indícios de que o motorista havia ingerido bebidas alcoólicas antes de assumir o volante.

A defesa do empresário, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, informou que respeita o veredito dos jurados, mas discorda frontalmente do resultado do julgamento. “No entender da defesa, a decisão contraria de forma manifesta a prova dos autos, e nós iremos, em grau de apelação, buscar a anulação deste júri”, declarou. O processo também gerou desdobramentos para os policiais militares que atenderam à ocorrência e permitiram a saída do motorista do local, sendo os agentes denunciados por inobservância de lei.

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