O ex-ministro da Casa Civil e senador eleito Rui Costa declarou que a solidez fiscal de um eventual novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva depende diretamente do próprio chefe do Executivo, independentemente de quem assuma o Ministério da Fazenda.
O papel presidencial na economia
Durante sabatina concedida à GloboNews, o político petista optou por não especular sobre possíveis ocupantes da pasta econômica. Para ele, o foco da administração deve ser a harmonia entre a responsabilidade fiscal, o avanço da economia e a manutenção dos investimentos sociais. Questionado sobre a urgência na definição do comando ministerial, o ex-ministro argumentou que a responsabilidade com as contas públicas recai sobre o chefe de Estado: A garantia disso não é a pessoa que ele colocar na Fazenda, eu tenho uma opinião diferente. A garantia disso é o próprio presidente, afirmou.
Como exemplo de gestão prudente, o parlamentar eleito relembrou as ações econômicas adotadas na terceira gestão petista, destacando a regularização de precatórios, a readequação orçamentária e os bloqueios de verbas executados sem cortes drásticos em políticas voltadas para a população de menor renda.
Dívida pública e taxa de juros
O aumento da dívida pública foi justificado pelo ex-ministro como reflexo da alta dos juros, e não de excessos de gastos por parte da máquina estatal. A estratégia sugerida para reduzir o endividamento proporcional envolve a queda na taxa básica de juros combinada com o incentivo aos aportes financeiros. Segundo as projeções apresentadas, a meta governamental é elevar a taxa de investimento dos atuais 17% para uma faixa entre 20% e 21%.
Eleição no Senado e indulto
Interrogado a respeito de supostas articulações envolvendo um eventual perdão a Jair Bolsonaro em troca de apoio para reconduzir Davi Alcolumbre ao comando do Senado Federal, Rui Costa preferiu não antecipar sua posição eleitoral: Olha, eu não estou acompanhando essa negociação, afirmou.
Foco nos problemas cotidianos
O futuro senador argumentou que a sucessão na mesa diretora da Casa Alta não deve ser misturada com debates sobre punições judiciais, reforçando a necessidade de pacificar o ambiente político. Em sua avaliação, os cidadãos demandam respostas práticas para questões urgentes de saúde, mobilidade urbana e segurança pública, distanciando o debate político dos processos judiciais ligados à família Bolsonaro.
Quem cometeu o crime, que responda ao Ministério Público, responda à Justiça, declarou, frisando que eventuais revisões de pena precisam tramitar conforme a legislação vigente. O parlamentar mencionou ainda que o governo aguarda a tramitação de uma Procesa de Emenda à Constituição (PEC) no Senado para instituir o Ministério da Segurança Pública, fortalecendo a cooperação entre União, estados e municípios, além de apostar no diálogo produtivo e em parcerias para alavancar a infraestrutura nacional.
