Os restos mortais de Alberto Filho, de 21 anos, que estava desaparecido desde o dia 26 de setembro, foram localizados no início da tarde da última quarta-feira (28). A ossada estava em uma área de mata situada às margens da rodovia, no trecho que liga a Vila Sororó à comunidade Vila 45.
Descoberta por trabalhador rural
A localização ocorreu quando um prestador de serviços realizava trabalhos de roçagem na região e avistou a traseira de uma motocicleta Honda Pop 110 branca, que estava parcialmente escondida pelo mato. Após registrar a placa e verificar os dados do veículo, ele constatou que a moto poderia ser de Alberto. O homem também sentiu um odor forte no local, encontrando os restos mortais a cerca de cinco metros do veículo.
Viagem interrompida e buscas
O jovem havia partido de Parauapebas rumo a Marabá, com plano posterior de seguir para São Pedro da Água Branca, no Maranhão, onde residem seus parentes, mas o destino final nunca foi alcançado. Desde então, entes queridos mobilizaram redes sociais e veículos de comunicação na tentativa de obter pistas sobre seu paradeiro.
Identificação e trâmites legais
Embora a confirmação oficial dependa de exame de DNA, pertences como documentos, roupas e um aparelho celular achados nas proximidades indicam que a ossada pertence ao rapaz. Familiares compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) de Marabá na manhã de quinta-feira (29) para dar início aos trâmites de identificação e liberação do sepultamento.
Investigação policial e comoção
O trabalhador que achou o local entrou em contato com Rogério Cunha, irmão da vítima, após reconhecer o veículo, o que levou a família a acionar a Polícia Civil e a perícia científica. Diante do cenário, os parentes suspeitam que tenha ocorrido um acidente de trânsito, embora a dinâmica exata e a causa do óbito permaneçam sob investigação das autoridades competentes.
Apesar da tragédia, a tia do jovem, Alzirene Cunha, destacou o sentimento de “alívio” após 32 dias de angústia e incertezas. “Apesar de tudo, a alma está aliviada, o nosso coração, por saber que a gente conseguiu encontrar. A gente vê muitas famílias que não conseguem dar um enterro digno para seu familiar. A gente fica com a nossa dor, mas com a gratidão a Deus por ter conseguido encontrar e ter um desfecho para o caso”, afirma.
Ela também refletiu sobre as dúvidas que cercam o caso devido ao tempo decorrido até a localização. “Poderia ter achado antes? Poderia ter achado com vida? Se ele caiu, ainda estava vivo? São perguntas que ficam”, lamenta.
