Uma tragédia abalou o bairro do Ibura, localizado na zona sul do Recife, na noite do último domingo (25). A servidora municipal Juliana Camila Pinto Ribeiro, de 39 anos, foi assassinada a tiros pelo próprio companheiro, identificado como Josenildo Gomes de Souza Júnior, de 44 anos, que tirou a própria vida logo após cometer o crime.
Dinâmica do crime durante apuração
O feminicídio ocorreu na UR-05, enquanto a vítima e outras pessoas participavam de uma reunião festiva na calçada de uma residência, acompanhando a contagem dos votos para presidente da República. Um vídeo gravado no local registrou cerca de oito disparos em sequência, gerando desespero entre os presentes que buscaram abrigo dentro do imóvel logo após ouvirem os tiros. Nas imagens que circularam pelas redes sociais, é possível ouvir a reação imediata de uma testemunha que exclamou: “Ele matou a mulher e ele, véi”.
Trajetória e repercussão oficial
Com uma carreira de 12 anos dedicados ao serviço público municipal, Juliana atuava na Ouvidoria da Prefeitura do Recife. A perda repentina chocou colegas de trabalho e familiares. Diante do ocorrido, o prefeito do Recife, Victor Marques, publicou uma nota oficial classificando o episódio como feminicídio e prestando solidariedade aos entes queridos da vítima, além de ressaltar a importância de preservar a memória de sua trajetória na administração pública.
Declaração e investigações
O chefe do Executivo municipal enfatizou a brutalidade do caso por meio de nota oficial, declarando: “É revoltante que mais uma mulher tenha sua vida interrompida de forma tão cruel”. Em resposta aos fatos, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco abriu um inquérito policial para esclarecer todos os detalhes da ocorrência e apurar se havia registros anteriores de agressões na relação.
O caso reforça a urgência do debate sobre a violência doméstica no Brasil, evidenciando desafios como a subnotificação de casos, barreiras no acesso das vítimas às redes de proteção e o impacto duradouro dos feminicídios na sociedade.
