Confirmado para um quarto mandato após uma virada histórica no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou neste domingo (25). Acompanhado de aliados e da esposa, Janja, o petista iniciou seu pronunciamento cedendo espaço ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a quem fez questão de agradecer pela aliança e parceria durante toda a jornada eleitoral.
Democracia, juventude e queda na abstenção
Antes de o chefe do Executivo assumir o microfone, Alckmin discursou e pontuou a importância do engajamento popular, direcionando holofotes para o protagonismo das mulheres e dos jovens na votação. Na sequência, o presidente reeleito reforçou os agradecimentos aos partidos políticos, equipes estratégicas e simpatizantes que se engajaram na disputa.
O governante direcionou elogios especiais à mobilização dos mais novos nas ruas do país. “E, nesse segundo turno, agradecer a generosidade da juventude brasileira, que foi para a rua para defender a democracia”, declarou.
Além disso, o chefe de Estado comemorou a diminuição no índice de abstenção entre o primeiro e o segundo turno, que recuou de 21,08% para aproximadamente 19,2%, conforme estatísticas divulgadas pela Justiça Eleitoral. O deputado federal André Janones também teve seu trabalho reconhecido pelo apoio na frente de mobilização digital.
Combate às fake news e regulação digital
Um dos pontos nevrálgicos do pronunciamento foi o papel exercido pelas mídias sociais ao longo da corrida ao Palácio do Planalto. O titular do Executivo argumentou que o país precisa avançar na regulamentação das plataformas digitais, direcionando críticas às gigantes tecnológicas que, em sua visão, tentaram manipular os rumos do pleito.
Ao classificar o triunfo nas urnas como um marco histórico contra o retrocesso informativo, o político foi enfático: “Essa eleição foi uma derrota do negacionismo, foi uma derrota da mentira”.
Para o presidente, o poder econômico das chamadas big techs não pode se sobrepor à legislação, e eventuais ilícitos cometidos no ambiente virtual devem ser combatidos com rigor institucional.
Críticas ao adversário e emoção na Avenida Paulista
Sem poupar palavras sobre o oponente derrotado, o líder petista desferiu críticas a Flávio Bolsonaro, rotulando-o como “representante genuíno do milicianismo” e apontando que o adversário recorreu a inverdades durante a campanha.
O vitorioso nas urnas também rememorou o ato público realizado na véspera (24), na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele confessou ter se emocionado com a energia da militância, sobretudo no momento em que os presentes entoaram o verso do Hino da Independência sobre a liberdade do país.
Com a vitória consumada após reverter o cenário do primeiro turno — em que o adversário havia saído na frente —, o novo mandato tem posse marcada para janeiro de 2027.
