Eleições no Remo: Gilmar Nascimento defende gestão profissional

Eleições no Remo: Gilmar Nascimento defende gestão profissional

A corrida eleitoral no Clube do Remo ganhou um novo capítulo com a candidatura de Gilmar Nascimento. Integrante da chapa de oposição, o postulante ao cargo de presidente coloca a transparência administrativa, a sustentabilidade financeira e o profissionalismo como os pilares centrais de seu projeto para o pleito marcado para o dia 8 de novembro.

Crítica ao modelo de gestão atual

Gilmar Nascimento sustenta que a sua candidatura surgiu como uma resposta à longevidade dos grupos que comandam o clube. Para ele, a falta de renovação nas políticas de governança tem prejudicado o desenvolvimento institucional do Leão.

“Nossa chapa nasceu quando percebemos que há mais de dez anos os mesmos grupos estão no poder do Conselho Deliberativo e da Diretoria do Remo, sem conseguir implementar políticas efetivas de governança, transparência e prestação de contas. Quando vemos que essas questões não avançam e que isso compromete a sustentabilidade do clube, entendemos que era o momento de apresentar uma alternativa aos associados”, declarou.

Experiência jurídica e administrativa

O histórico do candidato inclui uma passagem marcante pela diretoria jurídica entre 2017 e 2018, período em que o clube enfrentava graves crises financeiras. Além disso, ele presidiu a Comissão de Assuntos Legislativos do Conselho Deliberativo, experiência que, segundo ele, foi fundamental para compreender o estatuto azulino.

“Considero a diretoria jurídica, em 2017 e 2018, o maior desafio da minha trajetória no Remo. Foi um período em que precisei me dedicar intensamente ao clube, diante de dificuldades financeiras, penhoras sobre o patrimônio e problemas tributários, cíveis e trabalhistas. Foi um momento de muito comprometimento, em que trabalhamos para enfrentar essas questões e manter a instituição de pé”, relembrou.

Foco em transparência e esportes olímpicos

O candidato defende que o associado precisa ter acesso irrestrito às contas do clube. Ele critica a ausência de uma prestação de contas clara e ressalta a necessidade de gerir o Remo de forma integral, sem negligenciar modalidades além do futebol profissional.

“Não conseguimos admitir que um clube com a grandeza do Remo e uma torcida tão imensa não tenha uma conta própria, com informações acessíveis e uma prestação de contas transparente. Essa é uma questão fundamental, tanto para a relação com a torcida quanto para o respeito ao associado”, afirmou.

Sobre a gestão das modalidades, ele pontuou: “Qual é a maior missão de um presidente de um clube de massa como o Remo? É o futebol profissional. Mas não podemos deixar de lado as outras áreas que fazem parte da instituição, como os esportes olímpicos e a sede náutica”, destacou.

Metas para os primeiros 100 dias

Caso seja eleito, Gilmar planeja um diagnóstico profundo da instituição. O objetivo é mapear falhas e garantir que os recursos sejam aplicados conforme o estatuto, especialmente em relação ao suporte para os esportes olímpicos.

“Nos primeiros 100 dias, precisamos fazer esse mapeamento e conhecer de fato como o clube funciona. Não podemos deixar de olhar para os outros esportes nem de verificar por que determinados percentuais previstos no estatuto não foram destinados às modalidades correspondentes. É preciso ter clareza sobre essas questões para saber o que precisa ser corrigido”, explicou.

O candidato finalizou reforçando que sua campanha não é pautada por ataques pessoais, mas pelo desejo de renovação. “Não estou aqui para criticar ou perseguir ninguém. Quero apresentar alternativas, com muito trabalho e a participação de todos os integrantes da chapa e dos colaboradores, para construir um Remo diferente”, declarou.

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