Paysandu projeta desafios financeiros e metas esportivas para 2027

Paysandu projeta desafios financeiros e metas esportivas para 2027

O ano de 2027 se desenha como um período de grandes desafios para o Paysandu, tanto na esfera administrativa quanto dentro dos gramados. O clube se prepara para disputar mais uma temporada na Série C do Campeonato Brasileiro, o que pode refletir em investimentos mais modestos no departamento de futebol.

Impacto da recuperação judicial nas finanças

Fora das quatro linhas, a situação financeira exige atenção redobrada devido a um débito que permaneceu congelado ao longo de 2026. A adoção da recuperação judicial blindou o caixa bicolor de gastos com obrigações na Justiça, mas essa pausa tem prazo de validade e pode ser encerrada a partir de fevereiro, conforme destacou o presidente Márcio Tuma.

“A lei fala em suspensão (do pagamento das dívidas) por seis meses e mais seis meses. Então na prática, essa Assembleia (de credores) teria que ocorrer em fevereiro (de 2027). Esse é o prazo legal, mas a gente sabe que nem sempre o judiciário consegue dar vazão a tantos processos e pode ser que haja algum tipo de atraso. Em tese, é um ano o prazo (para iniciar o pagamento), mas pode demora mais”, explicou o mandatário.

Apesar da imprevisibilidade sobre o andamento dos processos, a diretoria afirma que o clube estará financeiramente resguardado para honrar os compromissos assim que houver determinação judicial.

“Vamos adotar a mesma cautela, e também nos programar para ter um orçamento para destinar os valores para o adimplemento (pagamento) da recuperação judicial, caso o processo ande com todas as aprovações necessárias e a gente tenha que fazer o pagamento”, completou.

O processo de recuperação judicial foi protocolado em fevereiro, acumulando um montante de aproximadamente R$ 16 milhões referentes a débitos com o plantel que representou o Papão na temporada de 2025.

Planejamento do futebol e teto salarial

No âmbito esportivo, a gestão busca estruturar o planejamento para o próximo ano alinhando as expectativas à realidade financeira. Com a provável reeleição de Márcio Tuma nas eleições de novembro, a definição dos gastos com o elenco é tratada como prioridade.

“Estamos estudando esse teto (salarial do elenco). Estamos vendo ainda essa ‘cifra’. Ainda não tenho isso fechado para te falar”, contou o presidente.

Calendário e novas receitas

Para equilibrar as contas, o clube aposta na diversificação de entradas financeiras. O calendário de 2027 prevê cinco competições: Supercopa Grão-Pará, Campeonato Paraense, Copa Norte, Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

No torneio nacional, a expectativa é de um repasse financeiro superior em virtude da ampliação do número de participantes e partidas.

“A tendência é que na Série C de 2027, a gente tenha uma cota de transmissão maior, porque teremos um número maior de partidas com o aumento do número de participantes”.

“E com relação ao nosso comercial, receitas de marketing, patrocinadores, a gente está sempre em busca de novas receitas, da venda de nossos ativos, atletas, para que a gente possa complementar e possa ter um patamar financeiro melhor para montar também um, um time mais competitivo”, acrescentou.

Eleições e metas para o biênio

Marcada para o dia 3 de novembro, a eleição do clube contará com chapa única, garantindo a permanência de Márcio Tuma na presidência, tendo Ícaro Sereni e Diego Moura como vices para os Conselhos e diretoria.

Com a continuidade administrativa assegurada, o dirigente estabelece o foco principal para o ciclo que se inicia, mirando o acesso de divisão e campanhas de destaque nos torneios mata-mata.

“A meta sempre vai ser subir (de divisão). Sempre vai ter o acesso (de divisão). A meta principal. Agora, claro, que a gente vai disputar outras competições. Esse ano nós chegamos na quinta fase da Copa do Brasil. Foi uma participação inédita, muito boa do Paysandu. A gente pretende, pelo menos, igualar (em 2027), mas quem sabe ampliar, chegar nas oitavas. A gente está buscando trabalhar novos horizontes. 2027 e 2028 não vai ser diferente”, concluiu.

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