Um misterioso contato por rádio comunicador infantil mobilizou a Polícia Civil do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. O incidente ocorreu quando uma menina de 4 anos utilizava um brinquedo e ouviu a voz de um homem desconhecido no dia 15 de outubro.
O susto e o registro da ocorrência
Conforme o relato da mãe, o aparelho começou a emitir ruídos antes de reproduzir a fala de uma pessoa que se apresentou como “Lobo Cinzento”. Em um registro divulgado nas redes sociais, é possível ouvir a voz questionando com quem estava falando e, depois, usando esse nome para se identificar. Além disso, a comunicação incluiu uma frase ameaçadora direcionada à família.
Assustada com a situação, a mãe registrou um boletim de ocorrência pela internet no dia seguinte ao episódio e retirou as pilhas do equipamento para preservá-lo. O caso agora é apurado pela delegacia especializada no atendimento de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes, embora a identidade do autor da transmissão ainda seja desconhecida.
Análise técnica e posicionamento da fabricante
O brinquedo envolvido no caso é um modelo de walkie-talkie infantil da marca Candide Brinquedos, cujo alcance indicado nas especificações técnicas é de até 500 metros. A polícia planeja examinar o aparelho para compreender como o sinal foi interceptado e se houve contato com outro dispositivo próximo.
Em nota oficial sobre o ocorrido, a empresa fabricante esclareceu que o walkie-talkie opera na frequência de 27 MHz, uma faixa compartilhada com outros equipamentos. Segundo a companhia, aparelhos que utilizam essa mesma frequência podem captar sinais externos, o que representa uma característica da tecnologia de rádio e não um defeito de fabricação.
A empresa também destacou que o produto possui certificação do Inmetro e homologação da Anatel, recomendando que os dispositivos permaneçam desligados quando não estiverem em uso.
Investigação e orientações de segurança
O delegado responsável pela investigação explicou que o alcance real do aparelho pode variar conforme as características do transmissor utilizado por quem enviou a mensagem. A hipótese de interferência de outros rádios está sendo rigorosamente examinada, já que a faixa de frequência é compartilhada.
Diante do ocorrido, as autoridades reforçaram o alerta para que pais e responsáveis mantenham supervisão constante sobre o contato de menores com dispositivos eletrônicos capazes de receber mensagens ou estabelecer comunicação externa. O uso do codinome “Lobo Cinzento” continua sob análise, enquanto a polícia busca identificar a localização e as intenções do transmissor.
