Pará reduz emissões de CO2 em mais de 40% em um ano

Pará reduz emissões de CO2 em mais de 40% em um ano

O estado do Pará contabilizou uma queda estimada de 42,5% nas emissões brutas de dióxido de carbono ligadas à supressão vegetal durante o ano de 2026, na comparação com o período anterior. O levantamento foi divulgado por meio do Relatório Técnico de Atualização das Emissões e Remoções de Carbono, produzido pela Diretoria de Monitoramento Ambiental, vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade.

Análise da série histórica de carbono

O levantamento foi construído a partir do processamento de bases oficiais de controle ambiental, atualizando os registros entre 2018 e 2026. Os cálculos mostram que o volume liberado despencou de 76,10 milhões de toneladas em 2025 para uma projeção de 43,76 milhões de toneladas em 2026. O patamar atual representa uma retração de 71,61% frente à média apurada no intervalo de 2018 a 2022, marco temporal adotado para seguir as metas ambientais do governo.

Integração com bases do Inpe

Para chegar aos resultados, os técnicos utilizaram informações de supressão florestal do sistema Prodes, dados de biomassa do Projeto Estimativa de biomassa na Amazônia e mapeamentos de vegetação secundária do TerrClass, ferramentas desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Os valores referentes a 2026 ainda têm caráter preliminar e poderão passar por ajustes após a consolidação total das informações de cobertura vegetal.

Perspectivas para a agenda climática

O secretário da Semas, Raul Protázio Romão, destaca que os números reforçam a importância da continuidade das políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. “Os resultados mostram que o Pará está avançando de forma consistente na redução das emissões associadas ao desmatamento e construindo um cenário favorável para alcançar seus compromissos climáticos até 2030, reforçando a importância de mantermos os esforços de monitoramento, prevenção e combate ao desmatamento, aliados à conservação e à recuperação da vegetação. Nosso objetivo é dar continuidade a esse trabalho, com responsabilidade e acompanhamento permanente dos indicadores”, destaca o titular da Semas.

As diretrizes para o setor estão ancoradas no Plano Estadual Amazônia Agora, formalizado pela Lei Estadual nº 10.750/2024, que projeta zerar as emissões líquidas no setor de uso do solo e florestas até o final da década. Apesar de o desempenho de 2026 já ultrapassar o patamar intermediário estipulado, o governo ressalta que a confirmação definitiva dos objetivos exige a manutenção dos resultados positivos e a validação contínua dos índices oficiais.

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