Sistema único de saúde passa a fornecer nove remédios contra o câncer

Sistema único de saúde passa a fornecer nove remédios contra o câncer

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de nove medicamentos oncológicos na rede pública, com potencial para atender mais de 116 mil pacientes em todo o país. Os tratamentos contemplam 13 indicações terapêuticas diferentes, abrangendo tumores malignos de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, além de leucemia e linfomas.

Cronograma de distribuição e abrangência inicial

A entrega dos insumos começou em 20 centros de atendimento localizados em 17 estados brasileiros, com abrangência em todas as regiões. O planejamento da pasta prevê que o fornecimento seja expandido para o restante da rede especializada até o mês de dezembro.

Entre os fármacos de alto custo disponibilizados está o abemaciclibe, voltado para o câncer de mama, cujo valor no mercado privado pode atingir a marca de R$ 366 mil. O investimento anual programado apenas para a aquisição desses nove produtos chega a R$ 155,4 milhões.

Relação completa dos tratamentos incorporados

A lista oficial divulgada pelo governo inclui o trastuzumabe para estômago, o abemaciclibe para mama, o acetato de lanreotida para tumores neuroendócrinos e o pazopanibe para o rim. Também passam a integrar a assistência o rituximabe para leucemia e linfomas, a abiraterona para próstata, o gefitinibe para pulmão, o TSH recombinante para tireoide e o sunitinibe para tumores renais e estromais.

Novas estratégias de rastreamento e diagnóstico

Além dos fármacos, a estratégia federal contempla a distribuição de 400 mil exames de fezes para triagem do câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos. A administração também injetará recursos em cirurgias videotorácicas e reajustará os valores repassados por procedimentos de iodoterapia e exames de biologia molecular.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo que pretende incorporar 23 novas alternativas terapêuticas até o final do ano, elevando em 35% as opções disponíveis e representando um impacto financeiro estimado em R$ 4 bilhões anuais para a assistência oncológica no Brasil.

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