Magistrada paraense pode ser a primeira mulher do Norte nomeada ministra do TST

Magistrada paraense pode ser a primeira mulher do Norte nomeada ministra do TST

“É uma honra poder ser reconhecida institucionalmente pela instância superior da Justiça do Trabalho e figurar em uma lista tríplice para provimento do cargo de ministra ou ministro do Tribunal Superior do Trabalho pela segunda vez consecutiva. É a consagração de uma trajetória dedicada à magistratura por mais de 30 anos e também é um reconhecimento de um compromisso que nós temos com a justiça social e com o amplo acesso à justiça às populações com maior vulnerabilidade”. Foi com esse sentimento que a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho do Pará e Amapá, Maria de Nazaré Medeiros Rocha, recebeu a indicação do seu nome para o cargo de Ministra do TST, aprovado na última sessão do pleno daquela instituição, no dia 27 de maio de 2026.

A desembargadora figura pela segunda vez consecutiva em lista formada para concorrer ao cargo, sendo a segunda na lista anterior e agora figurando em primeiro lugar na lista votada pelo Pleno do Tribunal Superior do Trabalho, com 16 votos dos presentes na sessão.

A magistrada tem um trabalho reconhecido na 8ª Região nos seus mais de 30 anos de atividades que iniciou na década de 90, e conheceu a realidade do estado continental, que é o estado do Pará, atuando em cidades como Breves e Castanhal, assim como no estado do Amapá, em que atuou como juíza do Trabalho em Laranjal do Jari e Macapá. “Eu agradeço muito pela oportunidade de vivenciar essas experiências. Essa minha atuação nessas cidades trouxe uma bagagem humana muito grande, nessas eu saí da minha zona de conforto e pude chegar nessa população que precisa muito mais do Judiciário na vida deles. Me deu oportunidade de conhecer a peculiaridade da região, conhecer o tipo de desigualdade social”, observa Rocha.

Contribuições na carreira de magistrada

A desembargadora integrou as Comissões do TRT-8 de incentivo à participação feminina na Justiça do Trabalho da 8ª Região, e também coordenou o Subcomitê de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e Sexual da instituição.  “Eu gosto de levar para todas as atividades que exerço, a minha participação para além do processo. Eu acho que o processo judicial é o pontapé inicial para que nós juízes possamos exercer a nossa humanidade, o nosso olhar sensível para as pessoas que nos procuram, para a população mais vulnerável, que necessitam mais da nossa atuação enquanto poder Judiciário”, observa.

Nazaré Rocha tem uma trajetória pautada no olhar sensível e nas experiências vivenciadas com a justiça social. “Eu não fico só nos gabinetes, eu sempre tive atuação fora dos gabinetes, participando de comitês, comissões, rodas de conversas em diversos segmentos, e também itinerância, que é quando a Justiça do Trabalho vai até o cidadão, vai até onde ele se encontra, isso nos coloca em contato com a realidade do país e com a nossa realidade, que é de grande desigualdade”.

 

Fonte: TRT8

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